Rammstein vai terminar? (nota oficial)

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Foi publicada hoje uma nota no site oficial desmentindo boatos de que a banda estaria planejando se separar. “Rammstein não tem ‘planos secretos’ para um ‘álbum de despedida’ nem uma ‘última turnê’. Mais »

Richard Kruspe diz que próximo álbum do Rammstein pode ser o último

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A banda alemã Rammstein está atualmente trabalhando em seu sétimo álbum de estúdio  — e numa entrevista para o Resurrection Fest em julho, Kruspe falou sobre como o novo trabalho está se desenvolvendo. “Eu estava muito cético Mais »

Planos para o futuro e novo álbum

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Em entrevistas recentes, os membros da banda (na maioria das vezes Paul ou Richard) falaram, entre outras coisas, sobre os planos para o novo álbum de estúdio. Veja algumas das informações que Mais »

Entrevista com Paul Landers no Halloween

Entrevista concedida ao site VampireFreaks (Outubro/2007)
Tradução de Lucas Fazioli Fedele

VampireFreaks: Rammstein é a banda alemã de maior sucesso internacional! Aqui na América do Norte vocês são a banda alemã mais popular. Isso é difícil de acreditar? Qual é o segredo do brilhante sucesso de vocês?
Paul Landers: Porque ninguém mais quer ouvir Scorpions, é por isso.

VampireFreaks: Vocês finalmente retornaram após longas férias no começo deste ano. Agora que se sabe que vocês começaram a escrever novas músicas, você pode compartilhar conosco o que os fãs podem esperar do próximo álbum? Já há um título provisório?
Paul: Nós estamos juntos desta maneira pela primeira vez desde o último álbum. Nós tivemos muitas sessões e surgiram 30 novas músicas, tem sido uma ótima época para nós. A idéia básica é que tudo será muito mais pesado. Mais pesado, mais agressivo e mais alto e nós vamos atingir vocês pra valer!

VampireFreaks: Rammstein é muito conhecido por utilizar fogo e pirotecnia durante os shows. Já houve alguma queimadura ou ferimento grave enquanto usam esses efeitos?
Paul: Há um ditado alemão que diz “aquele que brinca com fogo se queima”. Definitivamente, há uma verdade nessa afirmação. Mas nada realmente ruim aconteceu.

VampireFreaks: Alguma vez já se meteram em confusão?
Paul: Só há confusão. Till tem essas fontes de fogo que ele carrega em suas mãos e pés. Há uma distância mínima requerida de 3 metros de todos os outros e essa regra é quebrada a toda a hora.

VampireFreaks: Primeiro, Flake estava hesitante em se juntar ao Rammstein quando houve a formação da banda cerca de uma década atrás. Qual foi o fator que o empurrou para se juntar à banda?
Paul: Flake primeiro achou que a música era muito alemã e um pouco pesada demais. Mas a grande verdade é que ele não conseguiu achar nenhuma outra banda tão boa quanto para tocar junto!

VampireFreaks: Richard formou o bem sucedido pojeto paralelo Emigrate. Já tendo um álbum lançado e um single que saiu há duas semanas atrás: A iniciativa dele inspirou outros membros da banda a fazer o mesmo?
Paul: Os outros não acham que precisam criar projetos paralelos adicionais – nós apenas colocamos toda a nossa energia criativa na banda Rammstein.

VampireFreaks: Para o 14º MTV Europe Music Awards: Rammstein foi nominado para um prêmio na categoria “Melhor Artista Alemão”. Eu sei que vocês já venceram esse prêmio antes, mas este ano vocês terão mais competição já que o projeto paralelo de Richard foi indicado também! Qual é sua reação a essa agradável notícia?
Paul: Verdade seja dita, nós não estivemos tão interessados assim. Basicamente isso diz respeito a todos da banda. Essa coisa toda de prêmios não é bem a nossa praia, mas nós a consideramos um mal necessário. O que realmente nos deixa feliz é quando uma banda de que nós gostamos diz que escuta Rammstein e que são influenciados por Rammstein. Isso vale muito mais que um prêmio. Um exemplo engraçado aconteceu nos Kerrang! Awards em Londres, Brian May do Queen apareceu e nos fez uma reverência – isso foi uma honra.

VampireFreaks: No Völkerball vocês estão tocando numa espécie de estádio de futebol imenso. Quantas pessoas estão nesses shows, como é essa experiência?
Paul: Nós temos pelo menos 10.000 pessoas em todos os nossos shows na Europa. Nós não esperávamos que as pessoas na Inglaterra fossem tão doidas por nós. Nós fizemos dois shows na França antes, um deles sendo em Paris, mas até o último momento nós não tínhamos certeza se teríamos permissão para utilizar efeitos pirotécnicos, mas nós realmente queríamos a pirotecnia no DVD, então foi por isso que escolhemos o concerto em Nimes, já que os efeitos não eram um problema lá. Algumas vezes quando damos um pulo em algum lugar que vamos tocar, o agente de shows diz “esse é o lugar onde vocês tocarão” e é enorme, e nós ainda ficamos surpresos pelo quão grande esses locais são.

VampireFreaks: Como se pode comparar tocar em imensos estádios a shows menores, qual a diferença para vocês?
Paul: Essa é uma questão bem comum para nós e a resposta clichê é verdade, que você obtém mais interação em um clube pequeno e é mais intimidador, mas em uma grande arena você tem um ótimo som e tudo mais e ambos os tipos de shows se completam muito bem.

VampireFreaks: O álbum Rosenrot é conhecido por ser “a irmã” de Reise, Reise. Haverão outros “álbuns irmãos” no futuro?
Paul: Basicamente nós tínhamos um punhado de músicas extras do Reise, Reise e um contrato de cinco álbuns com a Universal, “Rosenrot” era o último dos cinco álbuns para completar o contrato. Então nós pegamos algumas músicas que por motivos temáticos não se encaixaram no Reise, Reise e também escrevemos 4 ou 5 músicas novas, haviam muitas razões para isso: Primeiro que queríamos tirar férias por um ano, segundo que nós queríamos terminar o contrato e terceiro que haviam boas músicas ali, então nós quisemos lançá-las também.

VampireFreaks: O que aconteceu com o contrato então?
Paul: Nós não temos contrato no momento e estamos livres para procurar. Estamos com todas as cartas em nossas mãos no momento, então tudo está aberto agora.

VampireFreaks: Isso é legal. Parece que algumas outras bandas estão fazendo isso agora, como Nine Inch Nails e Radiohead. Nine Inch Nails em particular parece estar bem feliz de estar sem contrato. Como você se sente em relação a atitude dessas outras bandas de escolher não ter um contrato e não ter um selo musical?
Paul: Nós nunca sofremos ou tivemos pressão que fosse desagradável por parte da Universal. Nós não temos nada negativo para falar como talvez o Trent Reznor, já que não houveram experiências negativas. Nós mantivemos nossa gravadora bem ciente do que queríamos fazer e tivemos certeza de que não seríamos forçados a fazer nada que não quisessemos, então nós desenvolvemos um bom relacionamento desta maneira. Eu realmente gosto do conceito do Radiohead, acho que é uma idéia muito esperta o jeito como o álbum foi lançado.

VampireFreaks: O clipe de Amerika é muito interessante e bem engraçado; você pode me contar um pouco de como foi fazer esse vídeo?
Paul: Nós quisemos capturar a atenção dos americanos e mostrar o que está acontecendo. E nós quisemos meio que tirar sarro de todos os países que parecem estar tão agradecidos pela cultura americana e nos direcionarmos a esses países também. São precisas duas pessoas para dançar tango. Nós pensamos que seria uma idéia engraçada ver um muçulmano saindo de um McDonald’s, arrancando seu turbante e mordendo um hamburguer como quem diz “estou livre!”. Nós também quisemos brincar com as conspirações sobre o pouso na lua e nunca tínhamos visto uma banda fazer um clipe com uma performance na lua, então nós achamos que isso seria bem legal.

VampireFreaks: A faixa “Stirb Nicht Vor Mir” pegou os fãs de surpresa com vocais femininos em inglês. A necessidade por uma faixa em tributo aos seus fãs que falam inglês inspirou essa colaboração?
Paul: Não, os fãs na verdade não parecem gostar quando cantamos em inglês, eles preferem quando cantamos em alemão. Nós tivemos uma música em espanhol e outra em russo. Toda vez que fizemos algo mais comercial, nunca funcionou mesmo. Nossa melhor receita têm sido seguir nossos sentimentos e fazer o que achamos que é bom.

VampireFreaks: De todos os clipes que foram filmados, qual você diria que foi seu clipe favorito de fazer?
Paul: Clipes sempre foram meio estressantes. Mas meu favorito foi “Ohne Dich”. Nós filmamos nas montanhas. Não tivemos que fazer nenhum playback sincronizado, foi basicamente apenas filmar e não foi estressante como os outros. Nós trabalhamos com alguns praticantes de esportes radicais lá na Suíça. Eles nos contaram algumas histórias bem legais e suas aventuras nas montanhas então isso foi legal.

VampireFreaks: Quais restrições seu diretor impõe à banda durante a filmagem de um clipe?
Paul: Para o nosso primeiro clipe nós não tínhamos nenhum palpite e meio que apenas seguimos tudo. Depois disso nós decidimos que iríamos participar mais e mesmo que não saísse como cada um esperava, pelo menos nós ficavamos com uma boa sensação sobre isso, que é o mais importante para nós.

VampireFreaks: Já que vocês são conhecidos por fazerem shows insanos, qual foi a coisa mais louca que já aconteceu em um de seus shows?
Paul: Uma vez fizemos um show na Suécia e o Till incendiou todo o pano de fundo. Todos da platéia é claro que acharam que era tudo planejado e legal, mas realmente não era parte do plano. Nós temos uma espécie de sentimento saudável de medo por causa daquele incidente com o Great White com aquele grande incêndio naquele clube. Então nós tememos um pouco que todo esse negócio com fogo seja proibido. Outra história louca é que muito tempo atrás o Till tinha um fogo de artifício que ele dispararia, era como um grande míssel, um míssel realmente grande que vai muito alto. Em um dos shows nós estávamos tocando num clube onde é possível abrir o teto. Nós não contamos a ninguém, não houve aviso e ele tinha que acertar o buraco no teto. Se ele não tivesse acertado, o míssel teria explodido no clube!

VampireFreaks: Pessoalmente, eu fui apresentado ao Rammstein por suas músicas na trilha-sonora de “Estrada Perdida” em 97. Como o Rammstein chegou à trilha-sonora e você acha que isso ajudou significativamente no sucesso de vocês?
Paul: Inicialmente nós perguntamos ao David Lynch sobre fazer um clipe e não ouvimos mais nada sobre ele por um bom tempo. Então a sua companhia de produção de filmes nos ligou de volta para perguntar se eles poderiam utilizar as faixas no filme “Estrada Perdida”.

VampireFreaks: Obrigado pela atenção! Há algumas palavras que você gostaria de dizer aos nossos leitores e seus fãs?
Paul: Aos fãs – nós estamos trabalhando intensamente no nosso sexto álbum. Nós estamos contentes de ainda estar aqui e ansiosos por fazer música!