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RICHARD & SCHNEIDER – PERGUNTAS / RESPOSTAS

1. Qual era a atmosfera do estúdio durante a gravação do novo album?

Schneider: A atmosfera era muito parecida com quando nós gravamos o primeiro albúm no sentido de trabalhar juntos como banda, a gravação toda ocorreu de uma maneira que marcou para mim, como um novo começo, porque nós estavamos passando por uma espécie de crise antes de começar o trabalho no novo álbum.

2. O que você diz com crise?

Schneider: Sim, foi algo particular. Enquanto trabalhávamos em Mutter, e chegou até o ponto de que agente não conseguia agüentar mais os outros; nossos egos haviam crescido tanto que não havia mais espaço para sermos criativos, tudo que importava era o quanto influente nos poderíamos ser no ramo da música e nas decisões da banda.
Nós não estávamos ouvindo o que cada um queria dizer, que uma opinião diferente poderia ser mais válida do que a nossa própria, então depois daquele álbum nós tivemos que tomar uma certa distância um do outro e pensar bem sobre o que Rammstein signficava realmente para nós, aonde a força da banda pecava, e como nós poderiamos voltar a alguns valores básicos para que tudo pudesse voltar a funcionar.
Depois de uns meses longe, nós descobrimos o quanto importante Rammstein era para nós, e o quanto longe nós levamos a banda, e que seria uma enorme pena nós terminarmos ou algo parecido. Então nós começamos a trabalhar no novo albúm numa atmosfera muito tranqüila para nós, dando a todos uma nova chance de trazer novas idéias; nós queriamos estabilizar vibrações criativas, e usar todo o potencial de Rammstein, e essas eram as coisas que faziam as gravações soarem diferentes.

Richard: Antes de tudo, eu devo dizer que Rammstein é realmente seis fortes caracteres em uma banda, e às vezes existem pessoas que têm alguma visão e a querem levar para algo mais distante, mas não imaginam que isso pode fazer com que outras pessoas fiquem mal com o resultado disso; se você está completamente crente em suas idéias, se você não está preparado para olhar pra direita e esquerda, então isso poderá levar você a problemas, e certamente depois do álbum Muter era importante a gente tomar um tempo para analisar o quadro geral.
O que você aprende é que às vezes é que você tem que estar preparado para cometer um erro, especialmente se isso faz da banda feliz; se uma música não fica do jeito que você queria, não é o fim do mundo, pois é possivel que a confiança dos membros da banda cresçam com o resultado disso. Mas eu acho que a experiência de Mutter foi algo realmente, realmente importante para nós seguirmos em frente – uma experiência que nos fortificou; sim, pode ter sido algo tenso, algo agressivo para se gravar, mas foi apenas graças a essa agressividade que a gravação saiu de um jeito tão relaxado.

3. Então existiu uma certa tensão entre os membros da banda?

Schneider: Você pode fazer uma boa gravação de diferentes maneiras; ela pode ser feita numa atmosfera bem agressiva, uma atmosfera muito competitiva, e o resultado pode ser um grande sucesso. Muitas vezes na história, fortes gravações foram feitas dessa maneira. Para nós, nós tentamos trabalhar novamente com uma certa tensão no ar, mas do meu ponto de vista isso simplesmente não estava funcionando mais; de fato, eu nunca mais quero trabalhar daquela maneira de novo! Eu não me importo se Mutter saiu bem graças a isso, e ele é um grande CD, mas eu não estou mais a fim desse tipo de técnica; o que é mais importante é uma relaxante e estabilizada atmosfera, uma atmosfera em que as pessoas podem suportar as outras individualmente e ao mesmo tempo explorar o real potencial da banda.
E isso é o que aconteceu neste álbum; nós voltamos a uma velha relação de trabalho, e nós fizemos um novo álbum em uma atmosfera relaxante e tranqüila, este é o jeito que eu gosto de trabalhar, não me importa se os resultados são melhores ou piores.

4. Você poderia dizer que existem certas coisas na música que vocês simplesmente não conseguiriam fazer no contexto da banda?

Schneider: Se você quer fazer uma música pura por você mesmo, e você não quer mudar aquela música para que ela se encaixe no contexto da banda, então você realmente tem que criar um projeto individual. Este é um dos pontos pelo qual nós brigamos no passado.

5. Este é o álbúm mais completo e varidao que vocês já fizeram até hoje?

Schneider: Sim, porque no passado nós deixavamos as músicas com 1 ou 2 variações no albúm todo, cada um da banda possui um gosto musical diferenciado e nós deixamos cada um dar sua idéia para o álbum, por isso que hoje vocês estão ouvindo um álbum tão diferenciado e completo.

Richard: Nós também estamos abertos a novos estilos musicais que nós não podíamos fazer no passado. Apenas ouça a músca Los, sabe? Na época do Mutter nós seguíamos uma base para tudo, como se ouvesse um padrão para músicas, isso nos impedia de poder exercer nossa imaginação da maneira que ela merecia. Já no novo álbum nós conseguimos aproveitar todo o material de imaginação, permitindo a nós evoluirmos como músicos; eu posso dizer que realmente gostei muito disso.

6. Schneider, você parece ter mudado bastante seu estilo de bateria, você poderia dizer que seu estilo musical se tornou mais natural em Reise, Reise?
Schneider:
Sim, definitivamente. Antigamente haviam certos empecilhos que impediam minha evolução natural, como a pressão da mídia, a linha musical reta, a combinação de música eletrônica com metal, e eu mais do que ninguém ficou cansado com este tipo de estilo. Era hora de tentar algo novo, mudar o nosso estilo de música, a coisa toda começou a ficar meio repetitiva, chegaram até a falar que tudo virou uma marca registrada da banda. Isso nos trouxe a um novo ponto de desenvolvimento, e é na bateria onde tudo começa. Eu também estou muito feliz em ter liberdade para melhorar minhas habilidades na bateria.

7. Falando em desenvolvimento como baterista, nos fale um pouco sobre Keine Lust (sem desejo).

Schneider: Este é um novo passo para o Rammstein, porque este tipo de ritmo é em alguma maneira diferente do que nós costumamos fazer. Não é algo que realmente faz parte da nossa mentalidade, porque a típica aproximação alemã é normalmente algo ortodoxo, esta mistura de ritmos não é do nosso tipo de ritmo, mas nós aceitamos o desafio. E conseguimos fazer esta mistura bem parecida com Rammstein!

Richard: Quando nós éramos jovens nós adoravamos Gary Glitter, mas depois Manson dominou aquele tipo de batida completamente que era impossível tentar fazer algo que nem aquilo para o superar. Nós tentamos isso antigamente, mas nunca conseguimos o que esperávamos

8. E Dalai Lama? Parece seguir uma nova direção também.

Schneider: De um ponto de vista, essa música segue um outro tipo de material do Rammstein, nossas músicas geralmente tem uma disposição popular, que é riff de guitarra, verso, riff de guitarra, chorus, etc.., mas a estrutura aqui chegou a um ponto diferente até a ter dois refrões diferentes, isso é algo realmente novo para nós.

Richard: Tem uma coisa que foi única nesta canção; esta foi a primeira vez que nós gravamos uma música em que era impossível mudar algo nela, então Till escreveu as letras para se encaixar perfeitamente com a linha do arranjo instrumental, que nem o Chris disse. No final a letra e a música se encaixaram perfeitamente, e ficou maravilhoso, realmente algo de nos orgulhar.

9. Você acha que alguns fãs ficarão surpresos com a diversidade do álbum?

Schneider: Eu acho que existem alguns fãs que gostam de Rammstein apenas pelo estilo que nós criamos entre Sehnsucht e Mutter, aquele firme estilo Industrial. Deste modo eles irão sentir falta de algo dessa vez, pois aquele estilo não é mais predominante. Porém como eu já disse antes, nós estamos cansados demais do estilo antigo, era necessário mudar o rumo urgentemente… Nós tomamos um novo passo, e esperamos que os fãs possam nos seguir.

Richard: Eu acho que a coisa mais importante é ser o mais auntêntico possivel. Eu digo, não havia jeito de nós fazermos outro Mutter, ninguém iria dar crédito a uma cópia; é entendiante repetir você mesmo, e para nós era importante seguir nossos instintos, para andarem juntos com nossos sentimentos.

10. São 3 anos desde o lançamento de seu último álbum, então eu acho que as pessoas estejam esperando um material novo de ótima qualidade, o que vocês têm a dizer com isso?

Richard: Talvez eles estejam apenas felizes de que algo novo está saindo.

Schneider: Na indústria moderna da música, 3 anos é um tempo muito grande entre dois álbuns, mas este é o ritmo do Rammstein, nós não podemos trabalhar mais rápido.
Nossas músicas têm que crescer, se desenvolver, e isso toma tempo. Nós não estivemos matando tempo por aí nestes três anos, nós estivemos trabalhando músicas fortes, mas levá-las ao ponto que nós desejavamos não é um processo fácil nem rápido. Para ser honesto, nós não nos importamos muito com os argumentos do Marketing.
Eu acho que as pessoas acompanham o Rammstien – Nós não somos um produto que pode ser apressado para fazer algo, nós somos mais reais que isso. A banda é algo único, é assim que eu vejo ela, nós temos nosso próprio show, nossa própria música, nossa própria maneira de fazer músicas, fazer coisas.

11. Vamos falar do vídeo Mein Teil agora, como pode-se ver a banda está interpretando as músicas de diferentes maneiras. Schneider, você sempre teve vontade de se vestir como mulher?

Schneider: Eu não gostei dessa pergunta!

Richard: Eu posso responder isso.

Schneider: Bem, antes de tudo, é engraçado fazer isso, descobrir novos horizontes, mostrar seu lado feminino. Mas o vídeo todo tem uma história, claro, o caso do canibalismo que nós nos baseamos tinha um fato que eu gostei, o fato de que o canibal vivia com sua mãe mesmo após ter mais de 40 anos. Quando eu vi a foto dela em uma das revistas eu me associei e decidi fazer essa personagem.

12. Algumas cenas do vídeo foram gravadas nas ruas de Berlim. Alguém chegou a confundir você com uma mulher de verdade?

Schneider: Sim! Algumas crianças chegaram a me perguntar: O que você é? Homem ou mulher? Você é um transexual?! Também teve uma velha senhora que estava passeando com seu cachorro e começou a conversar comigo, porém eu acho que ela não descobriu que eu era um homem, então eu continuei falando com ela como se fosse uma mulher mesmo. Quando você está vestido de uma maneira que nem eu me vesti as pessoas se aproximam de uma maneira diferente e falam de uma maneira diferente. É uma experiência e tanto e eu recomendo que todos os homens tentem fazer isso pelo menos uma vez em suas vidas.

13. Richard, você luta com você mesmo no vídeo, como você conseguiu achar tal excelente criatividade?

Richard: Bem, primeiro eu tive uma idéia de um espécie de dança; eu tentei criar uma dança em um pequeno quarto em minha casa, usando uma cadeira como elemento principal, mas tudo que eu conseguia era cair dela. Então eu fui conversar com o diretor do vídeo, e expliquei que eu não queria fazer algo engraçado, porque eu não me sentia daquele modo por dentro. Então ele perguntou para mim como eu me sentia naquele momento, e eu disse que me sentia como se estivesse lutando comigo mesmo o tempo inteiro. Foi daí que ele se baseou naquelas palavras e veio com a idéia da luta.
De qualquer modo, assim é como a idéia começou, então eu anunciei na internet que estava procurando um sósia para o vídeo, e chegaram cerca de 3.000 e-mails do mundo todo, mas o problema era que eu queria alguém que realmente soubesse lutar. Eu comecei a lutar quando tinha 10 anos, e fui até os 17, então para mim era importante arranjar alguém que soubesse bons movimentos, pois eu estava um pouco fora de forma.
Então apareceu esse cara, e ele não se parecia comigo, mas ele tinha o mesmo corpo e era realmente, realmente um grande lutador de fato, ele era um campeão alemão. Então nós colocamos um pouco de cabelo novo nele, e nós fomos gravar. Ele era incrível e me ensinou vários golpes e maneiras de recebê-los, e então eu percebi que nunca havia pensado em como era difícil este esporte.

14. Você era um bom lutador quando era mais jovem?

Richard: Eu era OK. Eu digo, na Alemanha Oriental tudo era esporte, isso era fator para medirem as pessoas. Eu realmente estava lutando em campeonatos demais, mas eu não tinha tempo para mais nada. Por anos, eu tive que ir em competições de finais de semana, e eu acabei cansando demais, porque eu estava querendo me adentrar mais na música do que no esporte, porém o esporte era uma maneira de se livrar de brigas pois eu sempre me metia em confusões quando era garoto, então definitivamente a luta era a melhor opção.

15. Um dos Remixes de Mein Teil foi feito pelos Pet Shop Boys. Vocês ficaram surpresos em verem eles trabalhando numa música como essa?

Schneider: Sim, muitos surpresos, mas eles anularam certos elementos das músicas. Eles ouviram a versão sinfônica de Mein Herz Brennt e gostaram muito, daí chamaram o criador dessa versão, Torsten Rasch, e começaram a trabalhar no Remix deles.

16. Mein Teil pode ser traduzido para o inglês de diferentes maneiras. Como vocês decidem traduzir?

Richard: Esse é o bom do Rammstein, cada um pode fazer sua própria tradução. Mas para mim definitivamente “minha ferramenta (pênis)” é a melhor tradução.

Schneider: Pra mim, é “minha parte”

17. Que parte?!

Schneider: Toda Parte!

Richard: Meu pênis!

Schneider: O canibal comeu tudo, não apenas aquela parte.

Richard: Mas antes, ele estava interessado naquela parte.

Schneider: Ambos estavam.

Richard: E vale lembrar, que a única parte que eles comeram juntos foi isso, para celebrar.

18. Para finalizar, vocês gostariam de deixar alguma mensagem?

Richard: Nossa mensagem é apenas uma, de que vocês sempre devem deixar seus egos de lado e fazer música da maneira que é melhor, num ambiente relaxado.

Schneider: Sim, eu concordo com isso, e ser autêntico e original. Não se preocupe, seja você mesmo, seja único, e eu acredito que o Rammstein é a prova de que uma banda alemã com letras em alemão possa fazer sucesso no mundo inteiro. Nunca copie ou tente seguir alguém só em busca do sucesso, faça seu próprio material! Seja você mesmo!

Richard: Nossa grande mensagem final poderia ser – Se existe um forte lado ruim, você pode ter certeza de que existe um grande lado bom, então não se preocupem, estejam bem.