Rammstein: Paris

Rammstein: Paris

“RAMMSTEIN: PARIS é a fusão perfeita entre o show extraordinário da banda com a arte de editar filmes. É um banquete visual, uma celebração de Rammstein ao vivo, que é diferente e, Mais »

Jornal "Correio da Manhã" (Portugal)

Entrevista publicada em outubro de 2005 no jornal português “Correio da Manhã”
Fonte: RammsteinPT.com

«Um certo sabor épico»
Os Rammstein voltam literalmente à carga com um novo álbum, “Rosenrot”. O disco chega amanhã ao mercado e, segundo o guitarrista Richard Kruspe-Bernstein, apresenta algumas surpresas. Sem perder, contudo, a marca germânica.

Correio da Manhã – O novo álbum tem por título “Rosenrot” (Rosa Vermelha). Tem algum significado concreto?
Richard – Nada de especial. Há um “velho” cântico alemão que é “Rosenrot” e optámos por ele porque pensámos que “Reise Reise 2” não era um título justo, apesar de metade das canções deste disco terem sido gravadas aquando do “Reise Reise”. O resto foi gravado há uns dois meses. Mas como é um álbum novo, pensámos que era melhor outro título e surgiu “Rosenrot”.

– Qual a inspiração para este álbum? Há quem cite os irmãos Grimm. É verdade?
– Não. Nós somos músicos e só fazemos música. Quando nos juntamos há sempre uma energia à nossa volta e não nos reunimos tantas vezes assim para compor. Só nos juntámos agora porque havia que escrever novas canções. E a dizer a verdade foi fácil compor.

– Mais fácil que no passado?
– Sim, porque desta vez não havia necessidade de compormos tanto. O prazer foi maior, porque nos bastavam apenas umas seis ou sete canções.

– Em que difere “Rosenrot” dos álbuns anteriores?
– É difícil dizer. É um equilíbrio entre a intensidade do “Muter” e o relax de “Reise Reise”. Mas há algumas surpresas. O Till canta em espanhol, há uma canção com a Sharleen Spiteri (Texas), há coisas pouco habituais, fortes e muita melodia.

– A canção em espanhol, “Te Quiero Puta”, como surgiu?
– O Till (vocalista) viveu há pouco na Costa Rica, com a namorada, e aprendeu espanhol. E como tínhamos uma melodia já antiga, meio oriental, com cordas, decidimos trocar as cordas por metais (trompete) para que soasse mexicano. Depois foi só escrever a letra em espanhol.

– O trompete aparece também em “Benzin”. Porquê a introdução de metais?
– Já usámos cordas, orquestra… De facto, a secção de metais é uma coisa nova, mas sempre quisemos soar um pouco alemão, dar um certo sabor épico.

– Os Rammstein estão nomeados para os prémios MTV a entregar em Lisboa. Será possível vê-los por cá?
– Acho que sim, pelo menos alguns elementos. Eu não posso, vou para Nova Iorque finalizar o meu projecto a solo.

– Um projecto paralelo…
– É. Chama-se Emmigrate e baseia-se na música russa. Tem a minha assinatura, mas procuro sempre expressar-me de outras formas. Aqui canto em inglês e está a dar-me bastante gozo.

– E o disco sai quando?
– Em Maio ou Junho de 2006.

– E a digressão dos Rammstein?
– Não sei bem, mas vamos parar uns meses. Eu tenho de acabar o meu disco, o Till quer ir à América do Sul. Só sei que vamos parar, não sei se por seis meses se por um ano.

Texto: Luís F. Silva