Rammstein: Paris

Rammstein: Paris

“RAMMSTEIN: PARIS é a fusão perfeita entre o show extraordinário da banda com a arte de editar filmes. É um banquete visual, uma celebração de Rammstein ao vivo, que é diferente e, Mais »

Paul fala sobre novo trabalho do Rammstein

Entrevista concedida ao site The Gauntlet (Outubro/2007)
Tradução de Larissa Franco

The Gauntlet: Como está você?
Paul: Nada do que reclamar.

The Gauntlet: O que há de novo com o Rammstein?
Paul: A grande novidade é que a banda acabou de se reunir novamente e começou a trabalhar em novas músicas. Estamos trabalhando em novo material e já reunimos 30 faixas. Há músicas que vieram de integrantes individualmente, mas o que é realmente divertido no momento é o jeito como trabalhamos juntos. Isso que é agradável.

The Gauntlet: Com os últimos dois álbuns, a banda realmente não trabalhou junta, Richard estava em Nova Iorque e a banda estava na Alemanha. Então a banda está trabalhando mais próxima nas músicas desta vez?
Paul: Richard ainda mora em Nova Iorque. A banda esteve reunida na Alemanha para a maioria das músicas. Richard esteve voando bastante, indo e vindo. As sessões têm sido realmente boas desta vez.

The Gauntlet: Com a banda tendo um período de gravações tão positivo, isso fará com que o álbum seja menos agressivo?
Paul: Acho que a agressividade pode ser positiva. A respeito de energia, provavelmente será mais pesado. Tudo será um pouco mais “no ponto”. Esta pode ser a gravação mais pesada que já fizemos. As últimas duas que fizemos foram mais para o lado melodioso.

The Gauntlet: As últimas duas foram mais para o lado melodioso, mas ainda tinham um tom sombrio e agressivo.
Paul: A banda acha que tudo e mais pesado e mais firme dessa vez. É sempre difícil para a banda ao dizer que embora a banda acha que ele [o novo CD] possa ser mais pesado, os jornalistas sairão e dirão que um parece com o outro e ele é completamente diferente do outro álbum. É bem subjetivo. Agora que nós temos já cinco álbuns completos, nós temos uma certa confiança que este álbum será bom. Exatamente como você sabe quando consegue uma Mercedes Classe S, será um ótimo carro.

The Gauntlet: Com 30 músicas escritas, vocês vão gravar todas e separá-las em álbuns novamente?
Paul: Foi uma excessão da última vez com ‘Rosenrot’ e ‘Reise Reise.’ Nós vamos gravar apenas um álbum e isso é tudo desta vez.

The Gauntlet: A banda teve uma pausa de um ano. Como você passou esse tempo?
Paul: A idéia no início era não fazer nada, para variar, uma vez que estivemos tão ocupados antes. Eu tenho tocado música por toda minha vida. Nos primeiros meses, foi muito difícil para mim. Eu estava andando pela minha vizinhança sem saber o que fazer. Vagarosamente, mas com certeza, esse agradável e realxante sentimento começou a insinuar-se. Eu saí em férias por dois meses com a minha família e era capaz de apenas apreciar ser pregüiçoso. Meu colega de banda, Ollie me mostrou o windsufing. Eu fiquei louco com isso. Estou mesmo, mesmo viciado em windsurfing agora. Qualquer hora que tenha um pouco de vento, eu estou pronto para ir. Quando não há vento, eu piloto meu helicóptero de controle remoto em casa. Foi realmente uma coisa boa pra banda ter esse tempo livre. Nós não estávamos esgotados de idéias, mas começamos a pensar por quê estávamos fazendo tudo isso se não podíamos curtir nós mesmos. Nós apreciamos o tempo longe. É inútil esperar até que estejamos na nossa aposentadoria para desfrutar o nosso tempo. Eu posso agora aproveitar coisas como mexer no computador e organizar uma música, fazer windsurf e ensaios da banda. É tudo o mesmo.

The Gauntlet: Com seus novos hobbies, você acha que a banda vai fazer mais pausas entre os álbuns?
Paul: a banda sempre teve uma certa inércia para começar e colocar as coisas em movimento para os álbuns. Nós sempre tivemos a necessidade de uma certa pausa do trabalho antes de começarmos a trabalhar nele. O modo como a banda trabalha é como uma porta giratória em um hotel. Quando você quer entrar, é sempre muito devagar. Se você empurrar a porta, a coisa toda pára e você não vai a lugar algum, então você precisa ir no ritmo da porta. Quando começamos, nós começamos no período do Nirvana, System of a Down e Limp Bizkit. Essas bandas forçaram um pouco demais e tentaram fazer muito, muito rápido, basicamente as coisas apenas desaceleraram. Bate na madeira, as coisas ainda estão indo bem para nós. Nós somos como um carro velho que precisa ser mantido. Se você tratá-lo corretamente, vai durar por um longo tempo. Uma porção de bandas parece durar apenas cinco anos antes de se separar.

The Gauntlet: Volkerball foi recentemente lançado nos EUA. Como estes shows específicos foram escolhidos para se incluir no DVD?
Paul: Bascamente, os que foram filmados eram os que seriam viáveis para ncluir. Houveram alguns shows que foram logisticamente muito complicados para filmar e incluir. Nós tivemos muitos shows para escolher dos quais nós filmamos. Houve outro show que fizemos na França que foi realmente incrível..

The Gauntlet: Esse DVD foi como o um fim para esse capítulo para a banda?
Paul: Sim, o fim daquela era, exatamente.

The Gauntlet: Eu notei que na parte de baixo, atrás do DVD há um “Continua”.
Paul: Com a próxima turnê, deverá haver um DVD também. A banda ama fazer o que faz. Eu estou surpreso estar desse jeito, mas isso continua acontecendo. Nós fazendo o que gostamos e ganhamos dinheiro por isso, não há nada a reclamar.

The Gauntlet: Richard acaba de lançar um novo álbum do seu projeto solo “Emigrate”, você pensa em fazer alguma coisa solo?
Paul: No início da folga eu estava planejando em fazer algo. Comecei a trabalhar em trilhas sonoras. Por sorte não funcionou e eu acabei tirando férias. Estou totalmente preaparado para o Rammstein. Meu álbum solo deve ter ido para o Butão escalar o Himalaia ou algo do tipo.

The Gauntlet: Eu conheci o Rammstein a partir do show ao vivo e depois descobri a banda e seu aspecto musical. Qual foi a razão de colocar pirotecnia nos shows?
Paul: Voltando ao nosso primeiro show, nós usamos pirotecnia. Sempre que tínhamos dinheio extra, nós o colocávamos em comprar novas pirotecnias, porque somos todos piromaníacos e adoramos isso. Nós nunca nos comunicamos com a platéia de um jeito clichê ‘Olá Londres!’ Nós nos comunicamos com a platéia através do fogo. Não pensamos que isso era algo único e não percebemos que não são muitas bandas que fazem as coisas dessa forma. Eu achei que foi interessantes quando eu estava em um show do Pearl Jam e eles estavam lá no palco usando blue jeans. Nós somos muito teatrais e é isso o que fazemos..

The Gauntlet: Há algum arrependimento em fazer o vídeo Mann Gegen Mann do jeito que vocês fizeram?
Paul: Por quê?

The Gauntlet: Existem muitas pessoas que disseram que adoraram a música, mas depois de ver o vídeo, não podem mais ouvi-la. Nenhuma banda tem coragem de fazer um vídeo como aquele e se colocar nele..
Paul: [risos] Minha esposa e minha filha acham que é um vídeo repugnante. Nós pensamos que era uma idéia legal de se fazer. Nós fizemos porque é o que gostamos de fazer. Nós achamos que é importante mostrar essas idéias como artistas. A arte deve provocar e perturbar as pessoas um pouco. Esse é todo o sentido em se fazer arte.