Rammstein vai terminar? (nota oficial)

Rammstein vai terminar? (nota oficial)

Foi publicada hoje uma nota no site oficial desmentindo boatos de que a banda estaria planejando se separar. “Rammstein não tem ‘planos secretos’ para um ‘álbum de despedida’ nem uma ‘última turnê’. Mais »

Richard Kruspe diz que próximo álbum do Rammstein pode ser o último

Richard Kruspe diz que próximo álbum do Rammstein pode ser o último

A banda alemã Rammstein está atualmente trabalhando em seu sétimo álbum de estúdio  — e numa entrevista para o Resurrection Fest em julho, Kruspe falou sobre como o novo trabalho está se desenvolvendo. “Eu estava muito cético Mais »

Planos para o futuro e novo álbum

Planos para o futuro e novo álbum

Em entrevistas recentes, os membros da banda (na maioria das vezes Paul ou Richard) falaram, entre outras coisas, sobre os planos para o novo álbum de estúdio. Veja algumas das informações que Mais »

Paul Landers na Radio Goethe

Entrevista concedida a Arndt Peltner da Radio Goethe
Transmitida em 11.01.2008 – Download do áudio (em inglês)
Tradução livre de The Very Lost

1ª parte – O Idioma

Paul comenta sobre cantar em Alemão.

Desde o começo da banda, muitas pessoas diziam a eles que era uma pena eles não cantarem em inglês, porque eles poderiam ser muito bem sucedidos, e Paul respondia: “Sim é uma pena. Mas é do jeito que é”.

Ele diz que ficou extremamente surpreso quando bandas americanas foram até o Rammstein e disseram “Vocês precisam ir pros EUA, lá eles vão adorar vocês”. E tanto insitiram que eles foram.

Porém, como na maioria dos contratos de selos maiores, o selo (para o lançamento nos EUA) diz o que fazer e como fazer, e decidem até como vai ser o artwork do álbum. Coisa que com o Rammstein não aconteceu, a banda se recusou a submeter-se à padronização dos selos norte-americanos.

2ª Parte – Primeira visita aos EUA

O primeiro show em New York foi em frente de 15 pessoas. Houve um grande atraso, a banda foi tocar às 6 da manhã, e Paul não estava mais com vontade nenhuma de tocar. A casa era tão pequena que não tinha um backstage então eles tiveram que esperar na rua.

Eles não tiveram permissão de acendar nem um foguinho e eles fazaim uma perfomance onde Flake quebrava uma garrafa na cabeça de Till, porque eles achavam engraçado. Só que eles não sabiam que as garrafas lá eram mais grossas e Flake estava batendo a garrafa freneticamente na cabeça do Till tentando destruí-la até que um pedaço voôu e acertou Schneider no ombro enquanto Till estava banhado de sangue.
Nisso o público estava perguntando: “Quem diabos são esses imbecis?”. E os seguranças respondiam: “Um bando de alemães doidos”.

E foi assim que começou. Aquelas 15 pessoas que estavam lá espalharam a palavra sobre a banda e a fama deles foi apenas crescendo mais nos EUA.

3a parte (Mein herz brennt) – Começo e Influências

Paul diz que quando o Rammstein começou, Nirvana era a grande sensação e Paul diz que quando assistia àquilo na TV ele pensava “Deus do Céu! Eles poderiam fazer bem melhor do que isso”. A idéia principal do Rammstein era a de combinar rock com sequenciadores mecânicos e fazer soar bem pesado. Algo que evoluiu durante os anos, e o novo album será uma combinação dos gostos de todos os membros em relação a música.

Olli Reidel gosta “daqueles rítmos totalmente estranhos, maliciosos e malvadões”. Para Flake, as coisas tem que ser “estranhas e originais”, ele não gosta de harmonia e tem que ser “diferente”. Schneider prefere coisas mais “hardcore”. Till prefere variedades entre clássico e gótico, enquanto Richard prefere rock n’ roll. Já Paul prefere coisas originais, ele diz que não se importa em qual a direção a música está indo, desde que ela seja diferente do que está sendo feito.

Ele diz que não há necessidade de criar algo que já está lá. Inovar é interessante mas criar algo nunca ouvido antes é melhor. Por exemplo, os White Stripes não reinventaram a música, mas o som deles nunca foi ouvido antes e eles não são como mais uma cópia de Korn ou Manson, ninguém precisa disso, ainda mais para uma banda alemã onde as bandas alemãs sempre copiaram bandas americanas e britânicas, as bandas alemãs não tem uma identidade e portanto não se reconhecem musicalmente e então elas se escondem atrás de clichés de outras culturas e por isso não são reconhecidas como alemãs.

5a parte – Próximo álbum

Paul diz que todos eles gostam do ator Robert Deniro, porque ele faz os papéis mais variados mas ele sempre é Robet Deniro e que a banda tem o hábito de fazer coisas diferentes também. (Acho que ele quis fazer uma comparação entre o ator e a banda mas ele não se expressou direito).

Os dois últimos álbuns foram “Catchup e Maionese, meio meloso”. Agora a banda quer fazer algo mais áspero e poderoso e limpar os carburadores novamente.

Ele crê que o próximo álbum sairá no fim do ano e que eles começam a gravar na primavera.

6ª parte – Provocações

Paul diz o quanto a banda adora provocar e irritar as pessoas por diversão, já que fazer as coisas do modo comum é entediante. Mas que eles não bolam um plano do tipo “como vamos provocar o mundo hoje?”, porque isso pode impressionar uma vez mas logo as pessoas se tocam e aí já não é mais divertido.

Ele diz que a banda senta e as idéias começam a aparecer, eles todos se divertem com as idéias e depois apresentam-nas de um modo bem sério, para que as pessoas pensem que eles não estão brincando. Paul diz que já sugeriu isso para diversas bandas, mas todas elas respondem algo como “De jeito nenhum! Nosso selo demitiria a gente”.

7ª parte – A identidade alemã

Paul diz que entende porque a elite intelectual não gosta deles. Ele diz que essas são pessoas que foram criadas com dedos delicados, como por exemplo o pessoal do Instituto Goethe, enquanto eles são esses “rockeiros brutos da Alemanha Oriental destruindo tudo com martelos”. Porém existem também pessoas que conseguem enxergar por além da imagem pública e ver as qualidades dos membros. As pessoas comuns gostam da banda, enquanto aqueles politicamente corretos que nunca se encrecam detestam a banda.

Paul diz o quanto foi dificil para eles encontrar a “identidade alemã”. Se alguém disser “Eu sou alemão”, as pessoas olham desconfiadas; se você disser “eu tenho orgulho de ser alemão”, as pessoas reagem tipo “Oh céus!”, porém se você disser “Eu tenho orgulho de ser húngaro, russo ou americano”, aí tudo bem.

E a banda, “muito ingênua”, pensou que tudo bem se eles dissesem isso na música deles, porém no sentido de “esse é o meu país, eu sou de lá”. Ele diz que eles não tem que esconder que não é algo fantástico mas também não é nada vergonhoso dizer que é alemão. Ele diz que Rammstein foi muito longe e muito rápido e que por isso a idéia e opinião deles acerca da nacionalidade foi meio que mal intepretada, porque a Alemanha está passando por um processo onde os alemães percebem que o país inteiro não é ruim e que é um país como qualquer outro e assim eles podem relaxar e gostar de si próprios.

8ª parte – MTV é fogo

As coisas estão indo bem, diz Paul. Mas nem sempre foi assim. Uma vez na Inglaterra, eles estavam numa apresentação ao vivo na MTV e foram tratados muito mal e de forma rude. Eles sabiam que a banda usava pirotecnia e de repente eles disseram “Não, vocês não vão usar isso”. Eles tocaram duas músicas e na segunda, Till cuspiu um pouco de sangue e antes da apresentação eles disseram que se eles tentassem algo eles interromperiam a apresentação, e foi o que eles fizeram. Cortaram a apresentação e começaram a passar noticiários e disseram para eles “chega de MTV para vocês”. A banda disse “ok, sem mais MTV, e daí?”

Dois anos depois a MTV volta e os convida para tocar novamente. Paul diz que eles não se acham “os caras mais fodas”, porque eles não se importam com isso, mas eles também tem limite. A banda já fez de tudo para ser chutada para fora de shows, mas eles continuam lá, porque não existe nada mais perigoso para uma banda, segundo Paul, do que ficar entediante à ponto de ninguém mais se importar com ela. “Nós nunca arranjamos nenhum problema com a MTV, mas eles nos trataram muito mal”.

De novo em Londres (Paul não especifica se foi a convite da MTV novamente), uma outra vez eles tocariam em frente a 2 mil pessoas e de novo tiveram problems com pirotecnia. Eles disseram “nada de piroshow” e a banda disse “ok, vamos para casa”. Os fãs ficaram desapontados, e mais tarde a banda explicou o que houve, mas mesmo assim eles ainda estavam furiosos.

Da ultima vez que eles tocaram em Londres em frente à 4 mil pessoas, foi permitido que usassem pirotecnia.

Parte Final – Amizade e banda

No começo eles eram apenas amigos, depois eles eram amigos e uma banda e por um tempo eles foram apenas uma banda. E agora eles novamente são uma banda e amigos. A banda encontrou muitas dificuldades pelo caminho e quase se desintegrou, mas eles encontraram a força para permanecerem juntos e desde então tiveram muita sorte.