Rammstein vai terminar? (nota oficial)

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Foi publicada hoje uma nota no site oficial desmentindo boatos de que a banda estaria planejando se separar. “Rammstein não tem ‘planos secretos’ para um ‘álbum de despedida’ nem uma ‘última turnê’. Mais »

Richard Kruspe diz que próximo álbum do Rammstein pode ser o último

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Revista Hard n' Heavy (França) – Schneider

Christoph Schneider – Praga

H&H: O single “Ohne Dich”, que foi lançado recentemente, contém um remix feito pelo Laibach. Que tipo de relações vocês têm com essa banda?
Schneider:
Nós ficamos muito surpresos com essa versão. É realmente excelente. Nós não estávamos esperando um remix tão bom. Há uma voz feminina que é inexperada e surpreendente, de uma boa maneira. Para mim, o Laibach é um grande grupo, e é uma honra que eles tenham dado atenção à uma de nossas músicas.

H&H: No entanto, existe uma grande controvérsia sobre o Laibach…
Schneider:
Sim, eu sei. Dentro de mim, eu sempre me perguntei como eles puderam ir tão longe com a provocação. As mercadorias usam a simbologia oficial do Terceiro Reich, símbolos nazistas e assim por diante. Eles brincam muito com isso e ficam fascinados por criar confusões. Forçado a me perguntar sobre suas intenções, eu acabei por concluir que eles podem permitir-se a fazerem essas coisas porque eles são Eslovenos. Eles tem uma visão diferente sobre o que aconteceu na Alemanha nos anos 30 e 40. Eles tem uma aproximação intelectual diferente daqueles que viveram o drama do nazismo. Um grupo alemão nunca poderia ter adotado tal postura… Sem ser preso (risos). Nós somos muito diferentes. O Rammstein nunca teve esse tipo de aproximação, mesmo que muitos nos acusassem, injustamente. Nós nos consideramos um grupo de rock, não políticos. Nós temos uma conexão com o Laibach, mas apenas a nível musical, nada além disso. Nós nunca tivemos a intenção de provocar usando esses tipos de símbolos.

H&H: “Ohne Dich” e “Los” vieram de ensaios para o “Mutter”. Existem outras músicas do “Reise, Reise” que vem dessa era?
Schneider:
Na verdade, nós gravamos essas duas músicas para o “Mutter”, mas elas não nos satisfizeram. “Los” foi incialmente concebida numa versão pesada, muito distante do clima country que ela tem no “Reise, Reise”. In fact, we recorded these two songs for “Mutter”, but they didn’t satisfy us. “Los” had initially been conceived in a heavy version, very distant to the country feel that it has in “Reise, Reise”. Continuando, a idéia básica para “Moskau” nasceu durante o processo criativo do “Mutter”. Mas nós não conseguimos anexar palavras a ela, nós decidimos deixá-la de lado. Assim que demos a ela o toque do Rammstein, nós a refizemos para o “Reise, Reise”.

H&H: Vamos voltar a turnê. Já faz um mês que vocês estão na estrada. Como tem sido até agora?
Schneider:
Tudo está ok. Nós estamos tocando em lugares maiores que da última vez, em toda a Europa. É um grande passo à frente para nós. Eu acredito que nós nos tornamos um verdadeiro grupo europeu. Nós somos conhecidos em todos os países do Velho Continente. Eu não esperava tal desenvolvimento do grupo. Eu pensava que tínhamos atingidos o ápice no álbum anterior, “Mutter”. É muito bom ver que mais e mais pessoas estão se interessando por nós. Além do mais, isso não foi conseguido desde o começo: Nós cantamos em alemão e ninguém além das nossas fronteiras entende uma só palavra do que estamos falando!

H&H: Houve até o momento um show em particular que deixou uma marca em você?
Schneider:
Para ser honesto, é sempre especial tocar na Espanha ou em Portugal. Isso também se confirmou essa vez. Os shows que fizemos naqueles países foram fabulosos. Com o mesmo pensamento, os shows que fizemos em Moscou e St. Petersburg ficarão em nossas cabeças por um bom tempo. Aonde quer que vamos, há um monte de pessoas e o público é fantástico. É a primeira vez que nós temos a impressão que somos um grande grupo de rock! (risos)

H&H: O que você acha das novas músicas, tocadas ao vivo?
Schneider:
Elas são muito diferentes de tocar. Elas tem mais daquela energia cativante que nossas músicas mais velhas tem. Nós demos uma chance a todas as músicas, já que as tocamos todas ao vivo, pelo menos uma vez. Mas nós decidimos não tocá-las todas, enquanto que nossos fãs também querem ouvir os clássicos.

H&H: Pessoalmente, que música você gosta de tocar no palco?
Schneider:
Eu amo tocar “Dalai Lama”, mas ela não faz parte da setlist! (risos)

H&H: Depois que vocês tocaram “Moskau” pela primeira vez, vocês a colocoram de lado antes de tocá-la novamente. É porque é uma música muito difícil de ser tocada?
Schneider:
Na verdade é uma música que tem um impacto ao vivo muito maior do que esperávamos. Nós pensamos que ela era muito pop. Mas o público a ama e nós também! Então nós a reintegramos em nossa setlist. Nós a tocamos em Moscou e a reação foi formidável, como esperado. Todos os jornalistas que estavam lá ficaram desapontados que ela não será um single.

H&H: Já faz um tempo desde que vocês tocaram “Stripped” ao vivo. Vocês não querem tentar outro remake?
Schneider:
Ah, eu não sou um grande fã de remakes. Esse do Depeche Mode é o bastante para mim. É uma parte básica de nosso repertório. Na nossa última turnê, nós fazíamos um mix com a nossa banda de apoio, mas agora não é o caso.

H&H: Muita coisa foi dita sobre as tensões no coração do Rammstein. Qual é o método de vocês para fazer tudo correr bem nessa turnê?
Schneider:
Como você deve ter visto, cada um de nós tem sua própria sala nos bastidores. Na verdade, nós todos tentamos não cruzar o território dos outros, e nós damos muita liberdade uns aos outros. Nós tentamos ficar o mais calmo possível. Isso se traduz em muitos dias fora e num mínimo de restrições. E no final, nós todos nos gostamos muito um ao outro, não é como se houvesse uma guerra entre nós!

H&H: Vocês terão um intervalo durante todo o mês de Janeiro. Esse tempo será usado para descanso ou para trabalho duro?
Schneider:
Não era pra ser assim no começo. Nós iríamos para o Japão nessa época, mas nós cancelamos porque nosso disco foi lançado muito tarde por lá, e nós não erámos tão escutados como na Europa. Teria custado muito para ir até lá e tocar em pequenos lugares, não necessariamente lotados, e levar todo o nosso pessoal e material. Assim, nós iremos passar um mês quietos, com nossas famílias, não há nada de errado com isso. Ah, eu esquecí, nós também vamos utilizar o tempo “morto” para gravar o vídeo de nosso quarto single, “Keine Lust”.

Segunda parte da entrevista de Christoph Schneider

H&H: Em três dias, vocês começarão a turnê alemã. Isso representa algo especial para vocês?
Schneider:
Não necessariamente. O público alemão não é o mais entusiasmado (risos). Já faz um tempo desde que tocamos em casa, e isso significa algo. O que é interessante na Alemanha é que nós podemos nos comunicar facilmente com o público, já que falamos a mesma língua.

H&H: Há uma grande quantidade de pirotecnia e luzes na turnê de vocês. Desconsiderando o custos que elas trazem, seria a mesma coisa para você sentar e mandar ver?
Schneider:
Não tanto quanto nós esperávamos, mas nós pagamos todo mundo. Em nosso orçamento provisório, estava previsto que nós ganharíamos muito dinheiro! Mas cada show custa muito, seja em materiais ou salários. E para piorar, nós não queremos cortar os gastos, nós queremos que cada show do Rammstein seja excepcional. Nós ganhamos o bastante pelas vendas dos discos (risos). Eu gosto disso porque a maioria dos shows da turnê são completos. Falando sério, nós realmente gostamos de trabalhar no design do palco, no show de luzes… Nós somos e queremos continuar a ser um grupo espetacular. Os resultados são realmente impressionantes, e eu estou contente de poder oferecer tal show as pessoas que vem nos assistir.

H&H: Seus álbuns parecem estar ficando mais e mais orgânicos, enquanto seus shows, por outro lado, estão ficando mais selvagens.
Schneider:
É verdade. Nossos álbuns estão ficando mais humanos e vivos. “Reise, Reise” é com certeza o disco que nos transformou numa verdadeira banda de rock. Mas no palco, nós tomamos um caminho totalmente diferente. O palco é grande, nós estamos distantes um do outro… Nós nos sentimos meio que como máquinas: Nós não vemos uns aos outros, estamos cada um em nosso canto… Eu prefiro uma privacidade ainda maior, tanto entre o público como entre nós. No começo da turnê, nós nos sentimos um pouco mal de tocar naquele palco. Nós estávamos um pouco perdidos. Mas isso está quase resolvido, a partir de agora nós somos capazes de nos virarmos um pouco melhor no palco.

H&H: Flake nos revelou seu sonho de tocar com jeans e uma camiseta…
Schneider:
Sim, bem, ele pode trocar de grupo, dessa forma talvez ele possa se vestir como ele quiser… O Rammstein não é uma banda de garagem. Existem muitas pessoas em volta de nós que tomam conta de montar um show correto cada noite, a quem nós temos de respeitar tendo o melhow show possível.

H&H: Em Feveiro, na França, é possível que o Apocalyptica abra seus shows…
Schneider:
Isso ainda está sendo discutido. Nada foi assinado até agora. Eu adoraria que isso acontecesse, eu gosto muito desse grupo. Seria perfeito para nós. Não é fácil para nós encontrar grupos para abrir nossos shows. Custa muito para eles. O transporte e armazenamento numa turnê longa, isso não é dado. Eu apenas espero que seja possível. Eles tem uma aproximação musical que corresponde à nossa e nós os conhecemos bem a um tempo.

H&H: Ano passado eles fizeram um remake de “Seemann” com a Nina Hagen…
Schneider:
Claro. Eles são um grupo distinto. Se eles abrirem nossos shows, nós poderíamos tocar “Seemann” juntos, isso seria muito legal. (risos)

H&H: O quanto vocês se involvem na escolha dos grupos para abrir seus shows?
Schneider:
100%! Nós estudamos todas as propostas e escutamos todos os discos que recebemos. Cada vez, nós tentamos achar grupos que nos correspondam. Depois disso, tudo é ajeitado entre nossas gerências. Se os selos aceitam dar dinheiro suficiente para pagar os gastos do grupo durante a turnê, o acordo está feito.

H&H: Já existem muitos rumores sobre o futuro de vocês. Alguns falam sobre um álbum de remakes…
Schneider:
Não existe nada disso. Nós planejamos lançar um álbum muito em breve, já que fizemos muitas faixas para o “Reise, Reise”. Será virtualmente um novo álbum do Rammstein, mas é possível que ele contenha alguns remakes.

H&H: Ele será chamado de “Reise, Reise Part II”?
Schneider:
Talvez. Ou “Reise Weiter” (“Viaje Além”).

H&H: Você sabe quando ele vai sair?
Schneider:
Sim, nós temos uma idéia sobre a data de lançamento, mas nada está certo ainda. Se não for exatamente tal, eu não quero confundir as pessoas com datas que são alteradas. Nós vamos anunciá-lo quando for a hora certa.

H&H: Um outro rumor: Vocês irão gravar os três shows no Velodrom em Berlim para um DVD…
Schneider:
Nós pensamos nisso… Mas novamente, nada está certo até o momento. Nós também pensamos em gravar o show em Paris em Fevereiro, mas é possível que nós não poderemos usar todas as nossas pirotecnias.

H&H: Por quê?
Schneider:
Tocar em Paris é muito difícil. O gabinete do prefeito é muito duro quando se trata de segurança. Nós já tivemos muitos problemas da última vez, quando tocamos em Zenith. Nós não pudemos usar tudo. Naturalmente, se há o risco de não podermos usar todas as pirotecnias que queremos, nós não faremos um DVD nessas condições. De agora em diante, estamos nos focando em Berlim. Ou em um festival, mais tarde, na primavera.

H&H: Então é possível que no show em Paris falte alguma coisa?
Schneider:
Nós não terminamos tudo ainda, ainda há uma chance que cheguemos em um acordo com a cidade de Paris. Nós temos pessoas que tomam conta desse tipo de problemas para nós.

H&H: E quanto as outras cidades da França?
Schneider:
Eu não acho que teremos problemas. Paris é conhecida por suas regras drásticas.

H&H: Finalizando, você escutou alguma música do projeto solo de Richard Kruspe, “Emigrate”?
Schneider:
Não. Isso não me interessa muito. Aparentemente, lembra Rammstein, eu não acho muito interessante. Mas parece ser algo realmente importante para ele e de coração

H&H: Não te inspira ter seu próprio projeto solo?
Schneider:
Não. Enquanto o Rammstein existir, eu não tenho interesse algum nisso. O grupo é tudo para mim. Eu não tenho nenhum desejo de ter outro projeto.

Entrevista H&H parte 01 – Flake